Entrevista com Dulce María
O jornal venezuelano “El Universal” conversou com a cantora Dulce María. Na entrevista, publicada no último domingo, dia 13 de agosto, a ruiva falou um pouco sobre sua vida no RBD e seu livro, que considera um presente para os fãs. Confira o bate-papo:
Vocês imaginaram que chegariam tão longe?
Realmente, foi uma surpresa para todos. Fizemos tudo com muita vontade, mas, querendo ou não, o grupo começou com a novela. Então, nunca imaginamos chegar a tal ponto, ultrapassar fronteiras e conhecer outros países. Acredito que só assim você percebe que tem um sonho e, então, luta pelos resultados.
Vocês gostariam de tocar outros estilos musicais?
Acredito que o bom do RBD é que se trata de um grupo de “puro pop”, que já não existia em nenhuma outra banda. O pop não é simples, as pessoas não são burras e ele tem muita música boa. Acho que o negócio não é mudar de estilo, mas sim propôr outro tipo de gênero. No nosso disco em inglês, por exemplo, fizemos um pouco de reggaeton. Mas o pop sempre será a alma do nosso grupo.
Não é uma loucura apresentar-se para públicos de países tão diferentes?
Felizmente temos muita gente trabalhando conosco. Percebemos que em todos os shows, as pessoas procuram as mesmas coisas: amor, alegria e felicidade. É disso que gostamos na Romênia, na Espanha, nos Estados Unidos e no Brasil. Os costumes mudam mas, no fundo, todos procuram a mesma coisa.
Vocês se cansam de sempre estarem juntos?
É como a sua família: você está sempre com eles. Existe, é claro, um respeito e tolerância entre nós. Acho que isso é perceptível. Nós nos amamos muito, somos diferentes e sempre há um dia em que você está de saco cheio. No fim das contas, nos conhecemos bem e temos nosso espaço.
Vocês gostariam de fazer cinema ou voltar às novelas?
Recebemos propostas. No meu caso, me ofereceram dois filmes que eu adoraria ter feito, mas não tive tempo. Depois me propuseram alguns papéis em novelas, mas isso é mais difícil. Isso acontece com todos nós. Christian fez uma participação no musical “Hoy No Me Puedo Levantar”, no México, mas foi por pouco tempo. Ninguém pode se comprometer. No momento, estou trabalhando num livro, que escrevo desde os dez anos. São músicas, poesias e pensamentos sobre a vida. É uma forma de me conectar com quem sou realmente. Também estou desenhando para ilustrar o livro. Será uma coisa bem pessoal para compartilhar com as pessoas.
Quando será o lançamento?
Estou terminando de organizá-lo para que seja editado. Ele não tem nada a ver com o grupo, tem a ver comigo.
O que há de melhor em ser RBD?
O melhor foi viver este sonho que ultrapassou fronteiras. Não há nada de ruim, porque todos os sonhos têm seu preço. Provavelmente, o lado ruim é o fato de estar longe da família, mas o pior seria não lutar pelos meus sonhos.

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